LACNIC anuncia o término da segunda fase do esgotamento de IPv4

O LACNIC anunciou no dia 15 de fevereiro de 2017, o término da segunda fase do esgotamento gradual de alocações IPv4.

Artigo-Danilo

Que os endereços IPv4 estão se esgotando todos nós já sabemos, mas esta semana o LACNIC anunciou o fim de da penúltima fase de terminação gradual dos recursos. Isso significa que a disponibilidade dos recursos IPv4 entrou na última fase, e neste momento somente novos membros poderão solicitar recursos IPv4. Entenda como o LACNIC e o Registro.br estão organizando a entrega de endereços IPv4 para os Sistemas Autonomos neste período em que os recursos disponíveis estão se esgotando.

Primeiramente precisamos lembrar todos os endereços IPv4 e IPv6 disponíveis são distribuidos e geridos mundialmente pela IANA, que por sua vez distribui a responsabilidade desta gestão para os registros regionais espalhadas pelo planeta, são cinco organizações no total: APIC (Asia e Pacífico), AFRINIC (Africa), RIPE (Europa), ARIN (América do Norte) e LACNIC (América Latina e Caribe). E em alguns países como o Brasil, existem uma entidade conhecida como registro local, no caso do Brasil o Registro.br, que é responsável por regular a distribuição destes recursos nacionalmente.

O protocolo IPv4 possui um formato de 32 bits, logo possui uma quantidade finita de cerca de 4 bilhões de endereços únicos. As alocações destes recursos vem aumentando constantemente conforme o crescimento da própria internet. Prevendo o esgotamento destes recursos o todos os registros regionais, inclusive o LACNIC, criaram um plano de esgotamento de maneira gradual.

Este processo basicamente foi dividido em três etapas, na fase 1, que acabou em junho de 2014, os recursos eram entregues de acordo com a solicitação e devida comprovação dos recursos solicitadas porém sem a garantia de que estes recursos seriam entregues de maneira contínua. Com o início da Fase 2, quando começou a ser distriduído um bloco prefixo /10. nesta etapa, somente poderão ser designados blocos desde um prefixo /24 até um /22, podendo receber um bloco adicional a cada 6 meses. Essa mecânica será levada a cabo da mesma forma todos os dias até atingir o momento em que acabe o /10 reservado para terminação gradativa.

No dia 15 de fevereiro de 2015, o LACNIC anunciou o término da fase 2 e o início da fase 3, esta é a última fase e que passou a realizar a distribuição dos últimos recursos IPv4 disponíveis. Esta reserva será o último espaço disponível do LACNIC, composto por blocos alocados pela IANA junto com blocos recuperados e devolvidos. Desse espaço somente poderão ser feitas designações entre um /22 e um /24. Cada novo membro poderá receber apenas uma designação inicial desse espaço. Ou seja, nesta última fase, nenhuma empresa que já possui algum bloco já alocado poderá solicitar novos recursos. Também não poderá haver uma segunda solicitação de recursos por parte destes novos membros no futuro.

Ou seja, se a sua entidade já possui algum recurso IPv4, você não tem mais direito de solicitar novos recursos IPv4 e a partir de agora você deverá se organizar para otimizar o uso dos recursos atuais, aumentar o esforço na implantação do IPv6 dentro da sua entidade. Se a sua instituição ainda não possui nenhum bloco IPv4 alocado, esta é a última oportunidade de fazer a solicitação. Devido à quantidade de recursos disponíveis serem ainda menores, os requisitos para solicitação destes recursos são cada vez mais específicos.

E quando esta última fase acabar no LACNIC, o Registro.br passará a distribuir os últimos recursos disponíveis anteriormente alocados pelo LACNIC, chegando então ao fim dos recursos IPv4 disponíveis para alocação no Brasil. Mas isso não significa que a Interent irá parar de crescer, o protocolo IPv6 vem sendo amplamenta difuldido e implementado nas redes com o objetivo de substituir o protocolo IPv4 e garantir um crescimento exponencial da internet por um longo período. A nova versão do protocolo, a versão 6, é formada por 128 bits, o que nos permite um número praticamente infinito de endereços, algo em torno de 56 trilhões de endereços IPv6 por ser humano. O protocolo IPv6 não se resume somente no aumento de endereços, foram implementados diversos outros mecanismos para suportar as novas tecnologias, mas este é um assunto para outro momento.

 

Autor: Danilo Cabreira, gerente de projetos da RJ Network.

 

Infraestrutura mais aberta e programável: acompanhe o ritmo dos negócios

Fast IT

Hoje, a pressão para aumentar a produtividade nas empresas, a globalização e a consumerização de TI estão constantemente presentes. As respostas tecnológicas para atender a essas demandas cada vez maiores por parte das empresas também evoluem em um ritmo bastante acelerado.

Tendências como a nuvem, a mobilidade, a necessidade de melhorar a segurança e ter uma economia com base nos aplicativos requer um novo modelo de TI que seja simples, seguro e inteligente. A TI precisa ser mais ágil para viabilizar novos serviços, melhorar a experiência do usuário e otimizar os processos da empresa como um todo.

Com a chegada da Internet de Todas as Coisas, o novo modelo de TI deve oferecer uma infraestrutura mais aberta, programável e centrada nos aplicativos, que acompanhe o ritmo dos negócios.

 

 

Fonte: cisco.com

Telecom e Internet: uma relação ainda intensa e tensa

Os setores de Telecomunicações e de Internet vivem, hoje, uma relação intensa e tensa em função do rearranjo que acontece na cadeia de valores, com o desembarque de novos atores no ecossistema, define o diretor presidente da TelComp, João Moura. “É uma tensão muito positiva. São modelos de negócios se transformando”, ponderou o executivo.

Para ele, a aplicação é a razão de toda essa transformação. “Ela impõe as demandas”, diz. Indagado sobre as OTTs e o impacto delas no setor, o executivo da TelComp avalia que ‘as OTTs energizam o uso da banda larga e das telecomunicações como um todo, mas ao mesmo tempo, criam aplicações que estão corroendo serviços tradicionais das grandes operadoras”.

Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, João Moura classifica 2014 como um ano desafiador, mas, ressalta que para as operadoras competitivas, apesar das dificuldades, o resultado está sendo positivo. “Fora dos grandes centros há uma grande carência e isso abre boas oportunidades”.

Assista  o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=hJ5NXK1z0KA

No dia 11 de novembro, a TelComp realiza o VII Seminário TelComp, em São Paulo. E as relações Telecomunicações e Internet estarão em debate. Participarão do evento, por exemplo, Nathalia Foditschi, do Aspen Institute (USA), e Paula K. Pinha, da Netflix (USA). Elas vão falar sobre o momento da Internet e das OTTs nos Estados Unidos. Saiba a programação completa. Clique aqui.

Fonte: Convergência Digital
Autores: Ana Paula Lobo e Roberta Presscott

 

Fast IT- Qual a importância da Fast IT os provedores de serviços

À medida que os líderes de negócios navegam em um mundo cada vez mais complexo de conexões, eles precisam que a TI ofereça uma infraestrutura programável que possa responder dinamicamente às suas necessidades. Esse blog é dividido em uma série de 4 posts que exploram como uma infraestrutura ágil e programável ajuda os líderes de TI a obterem sucesso. O post de hoje discute como os provedores de serviço se posicionam especificamente para se beneficiar com uma estratégia de Fast IT de acordo com suas necessidades.

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Para ler o primeiro post desta série de Colin Kincaid, que apresenta a Fast IT, um novo modelo de TI, clique aqui. Para ler o segundo post da série de Jim Grubb, que discute o caminho para a adoção do modelo Fast IT, clique aqui.

 Na série de posts desse blog, nós discutimos como o modelo Fast IT possibilita as empresas a obterem os benefícios das novas conexões e a se preparem para o futuro. Além das empresas, os provedores de serviços (SPs) podem incorporar a inovação em modelos de TI como um fator determinante para a agilidade e a transformação empresariais.

Para prosperarem em um ambiente em constante mudança, os SPs precisam adotar uma arquitetura que lhes permita transformar suas empresas… Basicamente para tirar o máximo proveito de seus recursos de rede e combiná-los com os recursos de uma empresa da Web para que se tornem, efetivamente, SPs rápidos.  Para isso, a arquitetura é criada com base em uma infraestrutura física e virtual, projetada para ser mais rápida e mais flexível.   Definitivamente, uma arquitetura que possa mudar rápido e responder a demandas em tempo real dará aos provedores a capacidade de adquirir, analisar e atuar na entrada de dados e conexões criados pela crescente Internet de Todas as Coisas (IoE) – e oferecer serviços aprimorados para seus clientes finais. Com o anúncio da Cisco no início desse ano sobre a Evolved Services Platform, agora, os provedores de serviços têm meios avançados para implantar novos serviços para empresas e consumidores.

Com recursos como programabilidade, automação, orquestração e virtualização, os SPs podem agregar mais valor usando a infraestrutura atual, responder de modo rápido e fácil às demandas do cliente e permitir que os consumidores finais tenham experiências melhores. Além disso, esses recursos de infraestrutura podem permitir que as empresas abordem o mercado e ofereçam soluções completas para todos os clientes, independentemente de seu porte.

Uma mudança desse tipo é viável para os provedores nos próximos anos?  Claro.  De acordo com o relatório de uma pesquisa recente da ACG, eles estão acelerando a transformação de sua arquitetura – o que significa que esses serviços novos e diferenciais estarão cada vez mais disponíveis no mercado para empresas e consumidores.   De fato, o gasto de um SP em sistemas de arquitetura de software deve atingir US$ 15,6 bilhões em 2018 (esse gasto foi de US$ 626 milhões no ano passado). Esses sistemas de arquitetura de software – como a Cisco Evolved Services Platform – são a chave para a realização da programabilidade, automação, orquestração e virtualização que permitem a análise de dados mais rápida, resposta de segurança em tempo real e programação de tarefas manuais para economizar tempo e custos.

O melhor de tudo é que essa tecnologia já está sendo implantada e os provedores podem começar a usá-la hoje mesmo para aproveitar seus benefícios. Nos últimos seis meses, SPs em todo o mundo começaram a obter os benefícios dos recursos novos e da arquitetura da Cisco — clientes como Deutsche Telekom, China Mobile, SunGard, Telecom Italia, Telstra XO Communications, TDS, Tencent, Hawaii Dialogix Telecom e muito mais.

As maneiras como a Evolved Services Platform da Cisco e a Evolved Programmable Network beneficiarão esses e outros SPs incluem:

 1. Gerar novos fluxos de receita. Com a automação, o provisionamento e a interoperabilidade de recursos físicos e virtuais, os SPs podem das as boas-vindas à inovação e criar novos fluxos de receita com a orquestração de serviços novos ou aprimorados.

 2. Reduzir as despesas operacionais para aumentar a eficiência. A implantação da infraestrutura com o recurso de programabilidade pode reduzir o tempo de provisionamento para não só diminuir os custos, mas também acelerar o tempo para o serviço. A execução de software e funções de rede em hardware de padrões abertos também oferece aos provedores a flexibilidade que eles desejam para desenvolveremseu próprio portfólio de serviços exclusivo.

 3. Maior agilidade. A combinação de novos fluxos de receita e redução de despesas permite que os SPs se adaptem facilmente às demandas em constante mudança do consumidor e ofereçam benefícios rápidos para o consumidor final. Com o crescimento da mobilidade e da nuvem, isso é cada vez mais relevante para muitos provedores.

Confiar em uma arquitetura criada para oferecer programabilidade, automação, orquestração e virtualização será a chave para a preparação do futuro dos SPs. Existem estratégias e o hype está em toda parte, mas a execução de uma infraestrutura que dê às operadoras a velocidade necessária para fornecer serviços ao cliente definirá, o sucesso na transformação da Fast IT em SP rápido.

Fonte: Cisco

Autor: Doug Webster

 

Brasil e França farão projeto de computação de alto desempenho

Os governos do Brasil e da França firmaram hoje (12) uma série de acordos de cooperação sobre vários temas, como agricultura, educação, saúde e tecnologia. Um deles prevê a implantação de um projeto de computação de alto desempenho. De acordo com a presidenta Dilma Rousseff, o plano de trabalho pactuado prevê a aquisição de um supercomputador, a instalação de dois centros de pesquisa – um em Petrópolis (RJ) e outro na capital fluminense – e a transferência de tecnologia para produção nacional dos sistemas de supercomputação para apoiar a pesquisa científica e a inovação.

“Atualmente, apenas dez países detêm capacidade instalada nesse campo. Com a implementação desse plano de trabalho, o Brasil vai entrar para esse restrito grupo e vai desenvolver atividades de pesquisa em áreas estratégicas”, disse.

Em declaração à imprensa, após reunir-se com o presidente francês, François Hollande, Dilma ressaltou a intensificação das relações de comércio entre os países que, segundo ela, “cresceram expressivamente nos últimos cinco anos apesar da crise financeira internacional”. A presidenta também defendeu maior integração entre os blocos econômicos Mercosul e União Europeia. “Reiterei o interesse do Brasil no avanço das negociações Mercosul-União Europeia com vistas à obtenção de um acordo mutuamente vantajoso”, disse.

Dilma Rousseff também destacou a importância da parceria estabelecida por meio do Programa Ciência sem Fronteiras. Ela lembrou que o país europeu é o terceiro principal destino dos estudantes brasileiros que fazem partem da iniciativa, já tendo recebido 4,8 mil bolsistas enviados pelo Brasil, principalmente estudantes de engenharia.

Ao falar à imprensa, Hollande ressaltou que sua vinda ao Brasil ocorre em retribuição à visita que a presidenta Dilma fez à França em dezembro de 2012, ano em que o comércio bilateral atingiu US$ 10 bilhões, com déficit para o Brasil de US$ 1,8 bilhão. A França é o sexto investidor no Brasil e empresas francesas estão presentes em importantes projetos estratégicos e de infraestrutura, como o Campo de Libra e a Hidrelétrica de Jirau. Os países mantêm parceria estratégica desde 2006.

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