Teles deverão informar localização de chamadas de emergência

Em 67% dos casos, a empresa tem de informar com no mínimo 60 metros de precisão; e com 300 metros em 95% dos casos.

Assim como o novo regulamento do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), foi a vez das novas regras do Serviço Móvel Pessoal (SMP) voltarem para a área técnica da Anatel para que possam ser harmonizadas com outros instrumentos da agência publicados recentemente, principalmente com o Regulamento de Atendimento e Cobrança, chamado internamente de RACO.

O novo regulamento do SMP fica por ora suspenso, mas o conselheiro relator da matéria, Marcos Paolucci, aproveitou a oportunidade para atender uma demanda dos órgãos de segurança pública. De olho nos eventos mundiais que acontecerão no Brasil, a Anatel aprovou nesta quinta, 27, a consulta pública de duas mudanças pontuais no regulamento do SMP.

Uma delas é para que os códigos 112 e 911 possam direcionar o usuário de telefonia móvel para o atendimento da Polícia Militar. Paolucci explica que o 112 é o código de emergência usado na Europa e o 911, nos EUA. Para ele, a medida prepara o País para receber os turistas estrangeiros.

A outra mudança é a obrigação das prestadoras do SMP, quando solicitadas, informarem a estação radiobase (ERB) de onde partiu as chamadas para o serviço de emergência. Em 67% dos casos, a empresa tem de informar com no mínimo 60 metros de precisão; e com 300 metros em 95% dos casos. A proposta fica em consulta pública por 15 dias e terá 180 dias para entrar em vigor.

Reorganizando access-lists em switches e roteadores

Como sabemos, nos switches e roteadores Cisco a partir da versão 12.2(14)S é possível editar uma access-list (seja nomeada ou numerada), inserindo ou removendo entradas específicas.

Mas além disso, também é possível reorganizar a sequência das linhas após a edição, deixando sua configuração sempre organizada.

Para isso basta usar o comando ip access-list resequence, como no exemplo abaixo.

Colocando as linhas de uma ACL em sequência.

1) Veja que temos uma access-list já existente e está fora de ordem.
BrainGW01#sh access-l
Standard IP access list SNMPacl
10 permit 10.10.10.15
20 permit 10.10.10.24
40 permit 10.10.10.28 (29387374 matches)
30 permit 10.10.10.19
BrainGW01#

2) Agora vamos deletar uma das linhas.
BrainGW01#conf t
BrainGW01(config)#ip access-list standard SNMPacl
BrainGW01(config-std-nacl)#no 20

3) Confirme que a linha foi deletada.
BrainGW01(config-std-nacl)#do sh access-l
Standard IP access list SNMPacl
10 permit 10.10.10.15
40 permit 10.10.10.28 (29387374 matches)
30 permit 10.10.10.19
BrainGW01(config-std-nacl)#exit

3) Agora vamos reorganizar as linhas, começando em 10, e avançando de 10 em 10.
BrainGW01(config)#ip access-list resequence SNMPacl 10 10

4) Veja como ficaram as regras na access-list e compare com o item 3.
BrainGW01(config)#do sh access-l
Standard IP access list SNMPacl
10 permit 10.10.10.15
20 permit 10.10.10.28 (29387374 matches)
30 permit 10.10.10.19
BrainGW01(config)#

Bom, se você tem TOC com certeza essa é uma ótima dica.

Mais informações sobre access-lists e número de sequência neste link.

Fonte: Brainwork blog

IPv6 sem mistério

A versão 6 do protocolo de Internet (IPv6) é um capacitador essencial da Internet de todas as coisas (Internet of Everything, IoE). Todas as pessoas, dados e coisas precisam de endereços IP para se conectarem à Internet. Porém, já esgotamos os endereços IP do protocolo IPv4, que controla quase todo (98,5%) o tráfego da Internet atualmente. Mesmo com toda a atenção dedicada ao IPv6, há ainda muita confusão e desinformação.

Tenho o prazer de ceder a minha página do blog ao Mark Townsley, um colega da Cisco e um especialista em IP reconhecido pelo setor, para desvendar o IPv6 em uma série de três blogs. Nessas publicações, Mark desmistificará o IPv6, discutirá a melhor maneira de fazer a transição do IPv4 para o IPv6 e examinará os detalhes internos do IP para que as empresas e os setores possam aproveitar ao máximo a Internet de todas as coisas.

Agradeço ao Dave por esta oportunidade de escrever sobre o IPv6. À medida que a Internet das coisas (Internet of Things, IoT) evolui para a Internet de todas as coisas e pessoas e dados juntam-se aos bilhões de dispositivos e máquinas já conectados à Internet, uma transição rápida e tranquila do IPv4 para o IPv6 torna-se ainda mais primordial.  E, embora muito trabalho já tenha sido feito a esse respeito, ainda resta muito que fazer. Neste primeiro blog sobre IP, gostaria de abordar as cinco perguntas que sempre recebo em meus blogs, em eventos setoriais e de executivos de empresas.

 

1.  O que é o Internet Protocol (IP) e por que ele é tão importante para a Internet?

O IP é o “sangue vital” da Internet. Se fosse possível “ver” as informações em seu estado bruto à medida que são permutadas entre dispositivos e passam por ondas de rádio, fios de cobre e cabos de fibra óptica, você veria pacotes minúsculos e similares de informações digitais, denominados pacotes IP. Esses pacotes de dígitos 1 e 0 são os elementos básicos da Internet e, de muitas formas, são análogos aos átomos que compõem a matéria física ou às células das criaturas vivas.

A qualquer momento, existem literalmente trilhões de pacotes IP voando pela rede. Pequenas porções de informações de “cabeçalho” informam aos roteadores e aos switches de onde as informações procedem e para onde estão indo, para que cheguem ao destino correto. Essa adoção do IP foi similar a uma revolução nas comunicações eletrônicas globais.

 

2.  O que é o IPv6 e por que eu devo me preocupar com ele?

O IP foi primeiramente desenvolvido em um laboratório de pesquisas avançadas. Existiram várias versões anteriores ao IPv4, que se tornaram comercialmente populares nos anos 80 e 90 e que são amplamente utilizadas nos dias de hoje. O IPv6, a versão mais recente do IP, foi desenvolvido para solucionar vários desafios da versão anterior. O mais importante é que o IPv6 supera o limite básico de 4,3 bilhões de endereços únicos, presente no IPv4 desde a sua concepção em 1981.

Como a Internet está tão enraizada em nossas vidas, é essencial que migremos do IPv4 para o IPv6 sem interrupções, uma tarefa igualmente desafiadora e importante. Algumas vezes, comparo essa tarefa a trocar as rodas de um trem em movimento sem assustar os passageiros.

Seja você um profissional de TI, um amante da tecnologia ou um executivo de uma empresa, é importante que conheça bem as limitações dos endereços únicos do IPv4 e a mudança para o IPv6 que está em curso no momento.  Esses tópicos são importantes pois terão grande influência no crescimento futuro da Internet para as bilhões de pessoas que dependem dela para viver, aprender, trabalhar e se divertir.

 

3. Se esgotamos todos os endereços IPv4 no ano passado, por que a Internet continua a operar e a crescer?

Imagine um enorme campo de esportes com 4 bilhões de quadrados específicos em uma grade. Agora, visualize grandes grupos de quadrados sendo atribuídos a várias organizações, empresas e provedores de serviços de Internet. Em seguida, imagine os quadrados individuais dentro desses grupos sendo preenchidos por PCs, laptops, tablets, smartphones, servidores e outros dispositivos de computação. Finalmente, imagine que seja possível enviar um pacote de informações aos dispositivos residentes em qualquer quadrado com rapidez e eficiência.

Como o número de quadrados é limitado a cerca de 4 bilhões (como no IPv4), a adição de mais dispositivos ao campo de esportes torna-o cada vez mais abarrotado. Embora todos os dispositivos possam ficar nesses quadrados por um certo período, o sistema inevitavelmente deixará de crescer e ficará menos eficiente. Essa é a situação atual da Internet – o IPv4 ainda funciona, mas precisamos de um novo tabuleiro de xadrez (IPv6), por assim dizer, se quisermos que a Internet continue a crescer e a funcionar de acordo com as nossas expectativas.

 

4. Por que o IPv6 é importante para a Internet de todas as coisas?

O IPv6 oferece um campo esportivo muito maior para operarmos com eficiência. No caso da Internet de todas as coisas, o IPv6 permite um número praticamente ilimitado de endereços IP, que serão necessários para conectar as dezenas de bilhões de pessoas, processos, dados e coisas que farão parte dessa nova realidade.

Em termos específicos, o IPv6 quadruplica o número de bits no endereço IPv4 de 32 para 128. Isso aumenta o número de redes que podem ser alcançadas diretamente, bem como permite a configuração automática de endereços IP conectados a uma determinada rede de área local (LAN). De maneira geral, essa alteração nos dá mais recursos, além de um campo de esportes teórico de 2^128 quadrados para colocar dispositivos, número suficiente para posicionar cada átomo da superfície da Terra no seu próprio espaço mais de cem vezes.

 

5. O que aconteceu com o IPv5?

Os primeiro quatro bits de cada pacote IP contém um número que indica o tipo de pacote IP. Esses bits são denominados, na alegria e na tristeza, o campo de “versão” do IP. Os pacotes IPv4 têm o número 4 nesse campo (0100) e os pacotes IPv6 usam o número 6 (0110).  O IPv5 (0101) surgiu com um projeto iniciado já em 1979, que viria a se tornar o Internet Stream Protocol. Apesar de ter o número 5 para distingui-lo de outros tipos de tráfego IP, o IPv5 nunca foi considerado um sucessor do IPv4. O IPv6 é realmente a próxima geração do IP.

No próximo blog, descreverei o estado atual de desenvolvimento do IPv6 na Internet e oferecerei algumas percepções sobre como os líderes empresariais e tecnológicos podem fazer a transição do IPv4 para o IPv6 da forma mais transparente possível. Enviem todas as suas dúvidas sobre essa importante transição para que eu possa respondê-las na minha próxima publicação.

Participe da conversa:

#IdTC

#InternetDeTodasAsCoisas

#IPv6

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Fonte: http://gblogs.cisco.com

Listas de Controle de Acesso em Redes IPv6

Olá Pessoal.
Uma das tarefas que mais preocupa na transição de uma rede IPv4 para IPv6 ou mesmo na adição do IPv6 em modo pilha-dupla para ganhar experiência com o novo protocolo consiste no processo de escrita das regras de controle de acesso (firewall) que já estão implementadas no IPv4 e agora precisam ser reescritas no contexto do IPv6.
O objetivo desse artigo é mostrar que o processo de escrita dessas regras de controle de acesso em redes baseadas no IPv6 não é tão diferente daquilo que já se fazia, até mesmo porque, via de regra, a sintaxe se mantém basicamente a mesma na maioria das soluções.
Talvez o maior obstáculo sejam as novas funcionalidades do IPv6 e seu modus operandi, afinal agora existem algumas diferenças relevantes. Por exemplo, em IPv6 o ICMPv6 não pode mais ser sumariamente bloqueado como se fazia com o ICMP no IPv4, uma vez que o ICMPv6 é responsável por várias funcionalidades importantes para assegurar a operação de uma rede IPv6. Por isso o profissional de segurança deve estudar os detalhes de operação do novo protocolo para saber exatamente quais funcionalidades ele deseja bloquear a quais ele não pode!!! O objetivo desse artigo não é detalhar essas questões, mas fiquem tranquilos que vocês poderão aprender esses detalhes no meu novo livro sobre IPv6 que será lançado em breve…
Voltando ao foco desse artigo, vamos considerar o cenário da figura abaixo em que existem três departamentos, cada um vinculado a uma sub-rede, conectados entre si através do dispositivo denominado Roteador-Firewall. Nesse dispositivo iremos configurar uma simples lista de controle de acesso (ACL) para impedir que as máquinas na sub-rede do departamento de marketing tenham acesso à intranet (serviço www) no Server-B (2001:db8:cafe:3::12).
Nesse caso, para bloquear um serviço (web) ou mesmo todo o tráfego (ipv6) de uma rede para outra ou para uma máquina específica o processo de escrita da ACL é exatamente igual àquilo que seria feito em redes IPv4, mudando apenas os endereços para IPv6. A única mudança mais significativa está na sintaxe de aplicação da ACL na interface, conforme pode ser observado abaixo:
Roteador-Firewall(config)# ipv6 access-list FIREWALL
Roteador-Firewall(config-acl-ipv6)# deny tcp 2001:db8:cafe:1::/64
                                    host 2001:db8:cafe:3::12 eq www
Roteador-Firewall(config-acl-ipv6)# permit ipv6 any any
Roteador-Firewall(config-acl-ipv6)# exit
Roteador-Firewall(config)# int g0/0
Roteador-Firewall(config-if)# ipv6 traffic-filter FIREWALL in
Criamos uma ACL denominada FIREWALL que bloqueia o acesso das máquinas da rede do departamento de marketing (2001:db8:cafe:1::/64) ao Server-B (2001:db8:cafe:3::12). Observem que somente o serviço web está sendo bloqueado (eq www), ou seja, todos os demais acessos são permitidos nesse exemplo! Esse é apenas um exemplo de como escrever as regras de firewall e não deve ser utilizado em ambientes de produção porque também é muito permissivo. O leitor pode (e deve) utilizar esse mesmo cenário para explorar o processo de escrita de novas ACLs.
Abraço.
Samuel.
Fonte: Blog Lab Cisco

Cresce satisfação dos brasileiros com empresas de tecnologia

Pesquisa da ESPM aponta alta de 18% entre abril e maio.

Fotos de  Empresa de Midia online e Tecnologia Contrata

As marcas que mais cresceram no Índice Nacional de Satisfação do Consumidor medido em maio pela ESPM atuam no segmento digital. HP, Itautec, LG e Positivo avançaram 18,3%, e atingiram 66,6% de aprovação.

Empresas atuantes no varejo, Pão de Açúcar, Walmart, Zaffari e Carrefour tiveram alta de 15% no mesmo período e passaram para 83,9%. Já as companhias aéreas avaliadas – Gol, TAM, Avianca e Azul Trip – subiram de 52,4% para 64,7%.

Na categoria de moda, representada por Renner, Riachuelo, Marisa e Lojas Colombo, houve queda de 13%, o que levou o índice de 76,4% para 63,4%. Segundo a ESPM, a baixa deve-se à repercussão negativa de comerciais para o Dia das Mães e Dia dos Namorados.

Para realizar o estudo, o professor Ricardo Pomeranz avalia a opinião dos internautas sobre produtos e serviços de 96 empresas de 24 setores da economia. No total, o Índice Nacional de Satisfação teve variação de apenas 0,3% em maio e chegou a 53,4%.

Fonte: Olhar Digital

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