Certificação em Segurança da Informação domina lista das 15 certificações que mais pagam em 2014

Segurança da Informação está cada vez mais deixando de ser um assunto exclusivo de geeks e profissionais de TI. Hoje todo mundo que utiliza internet deve conhecer conceitos básicos de segurança da informação sob pena de sofrer graves prejuízos – financeiros, morais, chegando mesmo a violência física.

E tem mais: para facilitar a vida do usuário comum e de quebra complicar ainda mais a do profissional de TI da área de Segurança da Informação, até eletrodomésticos, automóveis estão começando a sair de fábrica com conexão na internet disponível. Daí, num nível macro, vamos para cyber guerra global que segue mais intensa, espionagens, etc.Imagine o mundo de possibilidades para os hackers e os enormes desafios para aqueles profissionais.

Com tudo isso, não poderíamos esperar tão cedo uma queda na demanda por esses profissionais, mas bom salientar, profissionais altamente qualificados. E qualificação que tem tudo a ver com certificação, embora esteja longe de resumir o termo. Melhor definindo, um grande parceiro da experiência profissional. Basta ver os resultados da pesquisa abaixo nos EUA, em artigo divulgado pela Informationweek para compreender a diferença entre profissionais certificados e não-certificados.

No gráfico abaixo podemos identificar que as certificações são ainda mais presentes entre gestores da área de Segurança da Informação, ao contrário do que muitos poderiam pensar:

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E no gráfico abaixo, podemos ver a diferença salarial entre profissionais e gestores certificados e não-certificados. Embora não seja grande, é importante constatar que ela existe sim a favor de profissionais certificados, ainda contrariando a idéia de desvalorização das certificações nos dias de hoje:

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Fonte: InformationWeek

Mais uma prova da valorização desses profissionais certificados e experientes:

O site conhecido site GlobalKnowledge divulgou o resultado da pesquisa (2014 IT Skills and Salary Survey) das 15 certificações que pagam os melhores salários de 2014. A lista mostra uma média salarial e uma breve descrição de cada uma dessas certificações. Embora represente somente o mercado norte-americano, ainda assim é importante tomar conhecimento, ainda mais vindo de um país tradicional em ditar tendências mundialmente no mercado de Tecnologia da Informação.

Você vai ver abaixo uma transcrição (tradução livre do inglês – para ler o artigo completo em inglês, acesse o site da GlobalKnowledge ) das quatro certificações relacionadas a área de segurança da informação, e surpresa! : as três abaixo são as que melhor pagam, seguida por outra aparecendo em nono na lista geral. Nada mal hein!?

1. Certified in Risk and Information Systems Control (CRISC) – $118,253

O grupo sem fins lucrativos ISACA oferece a certificação CRISC, tal como CompTIA gerencia as certificações A+ and Network+. Antes, “ISACA” significava Information Systems Audit and Control Association, mas agora eles se tornaram apenas um acrônimo. A certificação CRISC foi criada para profissionais de TI, gerentes de projetos e outros cujos papéis sejam identificar e gerenciar riscos através de Sistemas de Informação (SI) apropriados, cobrindo todo o ciclo de vida, desde o design, implementação, até a operação. Ela mede duas áreas primárias: risco e controle de SI. Similar ao ciclo de vida do controle de SI, a área de risco abrange a gama de identificação e avaliação do escopo e probabilidade de um risco em particular, monitorando-o e respondendo a ele quando e se ocorrer.

Desde a introdução do CRISC em 2010, mais de 17.000 pessoas em todo o mundo ganharam essa credencial. A demanda por pessoas com essas habilidades e a relativamente pequena oferta de profissionais credenciados fizeram com que tivessem o maior salário entre todas as certificações em nossa lista neste ano.

Para obter a certificação CRISC, você precisa ter no mínimo 3 anos de experiência em no mínimo três de cinco áreas que são cobertas pela certificação e você ainda deve passar o exame, que é oferecido somente duas vezes por ano. Não basta simplesmente fazer o curso oficial e se certificar através do exame. Conquistar a certificação CRISC requer bastante esforço e anos de planejamento.

2. Certified Information Security Manager (CISM) – $114,844

ISACA também criou a certificação CISM. É mais dirigida a gestão, mais que a IT professional e foca em segurança estratégica e avaliação de sistemas e políticas implementadas mais do que no profissional que de fato as implementou utilizando uma plataforma de terceiros. Mais de 23.000 pessoas se certificaram desde sua introdução em 2002, fazendo desta uma área bastante procura e com relativamente baixa quantidade de profissionais certificados. Além do mais o exame é oferecido três vezes ao ano em mais de 240 lugares. Também requer ao menos 5 anos de experiência em SI, com ao menos três desses anos como gestor de segurança. Como para a certificação CRISC, os requerimentos para a certificação CISM exigem bastante esforço e anos de planejamento.

3. Certified Information Systems Auditor (CISA) – $112,040

A terceira certificação que mais melhor paga também é da ISACA. Esta é para auditores. A certificação CISA é a mais antiga, datando de 1978, com mais de 106.000 pessoas certificadas desde então. Esta certificação requer no mínimo cinco anos de experiência em auditoria de SI, controle ou segurança e ainda passar num exame que é oferecido apenas 3 vezes por ano. A certificação CISA é geralmente obtida por aqueles cujas responsabilidades incluem auditoria,controle e avaliação e sistemas de negócios. Foi criada para testar as habilidades dos candidatos em gerenciar vulnerabilidades, garantir conformidade com padrões, propor controles, processos e ainda atualizar as políticas de controle da empresa a fim de garantir conformidade com padrões aceitos de TI e de negócios.

9. Certified Ethical Hacker (CEH) – $103,822

O International Council of E-Commerce Consultants (EC-Council) criou e gerencia a certificação CEH. Foi criada para testar ass habilidades dos candidatos, para fraquezas e vulnerabilidades em defesas de redes corporativas utilizando técnicas e métodos que hackers utilizam, com a diferença de que o hacker ético (CEH) procura os pontos de vulnerabilidades para corrigí-los. Dado a quantidade de ataques, grande volume de dados pessoais em risco e possíveis processos legais, a necessidade desse profissional é bastante alta, a se ver pelo salário oferecido.

Como você pode ver, existe trabalho, o profissional tem chances de ser valorizado, mas por outro lado, o caminho pra chegar lá é arduo e nada barato. Se você já é profissional com certa experiência na área de Segurança da Informação, não perca tempo, mantenha-se atualizado, inclusive com as certificações e tendências tecnológicas no seu campo de atuação.

E se ainda iniciante na área, existem certificações de entrada no mercado que valem a pena, além claro de uma boa formação técnica/acadêmica. Estaremos dando algumas dicas adicionais sobre o assunto. Embora custoso, poucos trilham esse caminho, o que lhe confere destaque no mercado de trabalho. Uma forma de se blindar contra a crise de emprego.

Fonte: Carreira de TI

Autor: Vinicius

Aprender rápido – como desenvolver essa habilidade

Rapidez em aprender é uma das habilidades mais valorizadas nos dias de hoje, e não é para menos. Isso graças a velocidade com que processos, negócios, ferramentas mudam nos nossos dias. E não importa a área do conhecimento, embora falemos mais sobre Tecnologia da Informação aqui no site.

Empresas se reinventam em tempo recorde para não desaparecem do mercado. Não é opção, luxo para elas. Lógico, nós profissionais que tocamos o dia-a-dia, que metemos a mão na massa, somos o combustível dessas bem sucedidas máquinas empresariais, e portanto, somos nós que conduzimos essas mudanças.

E se não respondemos a essa necessidade empresarial, fica fácil suspeitarmos sobre quais consequências negativas recairiam sobre nós: ser deixado de lado na empresa ou mesmo demitido são as mais frequentes.

“A habilidade de aprender mais rápido que outros é provavelmente a única vantagem competitiva realmente sustentável”. executivo e teórico holandês Arie de Geus

O que faz dessa habilidade algo extremamente valorizado no profissional moderno, e não raramente, a que mais conduz pessoas ao topo das organizações – não apenas mantém empregos.

O site Exame publicou 4 dicas muito interessantes para ajudar-nos a cultivar o ato do aprendizado rápido, que resultam nada menos que do hábito de executivos de sucesso, como revelados em pesquisa no artigo. Aprender com quem sabe na prática como aprender rápido, bastante sugestivo, não?

1 – Humildade e objetivos

“O ser humano mantém a si mesmo pela renovação, pelo aprendizado constante”, escreve Jucá. O primeiro passo que diferencia as pessoas que aprendem mais rápido das outras é reconhecer as oportunidades de aprendizado. Além disso, elas traçam objetivos específicos de desenvolvimento pessoal, explica o autor. As pessoas que aprendem mais rápido do que as outras têm a humildade necessária para aprender o que não sabem e também para reaprender ( sob nova ótica) aquilo de que já sabem. Ou seja, estão sempre revendo conceitos e convicções. E traçam metas para isso. “Objetivos desafiadores são poderosos instrumentos de engajamento”, escreve Jucá. Quem tem essa primeira dimensão do aprendizado mais bem desenvolvida são os profissionais com “expertise em energizar”, classifica Jucá. Pesquisa, realizada com 250 executivos de grandes empresas na cidade de São Paulo, apontou que 25% são deste perfil.

2 – Procura por novas experiências

Os executivos que são experts em aprender são extremamente abertos e proativos em relação a diferentes tipos de experiências, segundo Jucá. Buscam diferentes tipos de desafios em suas carreiras, pesquisam, discutem e questionam pessoas a sua volta. Essa habilidade se sobressai em profissionais classificados por Jucá como experts em explorar. Na pesquisa realizada pela Atingire, 31% dos participantes tinham essa capacidade mais desenvolvida.

3 – Pensamento crítico

Além de buscar novas experiências, o experts em aprender são capazes de refletir acerca delas, extraindo princípios gerais e fazendo novas conexões. São aquelas pessoas que sabem fazer as perguntas certas. Em outras palavras, interagem com o que aprendem. Ter essa habilidade desenvolvida é ter o que Jucá chama de “expertise mental”. Na pesquisa realizada pela sua consultoria, a Atingire, 24% dos participantes tinham essa característica desenvolvida.

4 – Mudança de comportamento

Consolidar o aprendizado a partir da prática é a quarta dimensão que diferencia os experts em aprender, que como explica Jucá são protagonistas do seu desenvolvimento. Traduzir em ação o resultado dos outros 3 itens é parte fundamental do modelo de aprendizado proposto no livro. E esta é parte menos desenvolvida da expertise em aprender nos executivos. A pesquisa da Atingire mostra que apenas 20% dos entrevistados tinham este perfil. Como explica Jucá, quem tem esta habilidade, sabe que “o aprendizado só se concretiza quando origina novos comportamentos positivos”. Fonte:Exame

Muitas vezes, profissionais experientes tem resistência com o conceito de aprendizado, como se dele emergisse uma imagem contradizente com suas longas carreiras. O que acontece com isso é que muitos desses profissionais passam grande parte de sua vida em carreiras estagnadas, repetitivas.

E daqueles que sobem na hierarquia das empresas , acabam conseguindo chegar lá muito mais por seu tempo de casa do que por resultados atingidos. Mas esses tipos de empresa que promovem seu pessoal assim simplesmente por terem alguns anos de casa estão se extinguindo – natural num mercado cada vez mais dinâmico e inovador.

Faça uma análise nessa sua habilidade em relação a rapidez do aprendizado e veja se você não deixou algo daquela curiosidade, espírito crítico, nos bancos da faculdade/pós…Pode ser, mas o mais importante é saber enxergar isso e investir no aperfeiçoamento dessa poderosa arma em termos de empregabilidade, de sucesso na carreira profissional.

Vale a pena…

Tendência para TI em 2015

Definitivamente, o mercado de TI está mudando. O setor continua superaquecido: sobram vagas, porém faltam profissionais qualificados. Essa realidade é ainda mais forte nos países subdesenvolvidos, como o Brasil.

Este cenário se deve ao fato de que, diferente dos Estados Unidos ou da Europa, na América Latina, as empresas ainda têm muito espaço para ganhar em produtividade e eficiência com o uso da tecnologia.

Segundo o IDC, atualmente no Brasil, a maior demanda por profissionais – além dos desenvolvedores de aplicativos móveis – é na área de Big Data e Analytics; esta é a grande promessa para 2015.

Atualmente, os dados não estruturados em massa são utilizados principalmente para corrigir problemas existentes, mas a perspectiva é que isso se transforme em uma área da TI ainda mais produtiva.

Mas, como acabamos de dizer, esta não é a principal novidade. Muitas posições continuam em alta. O que realmente mudou de pouco tempo para cá é o perfil do profissional de TI de sucesso. Hoje, para crescer profissionalmente, é preciso expandir os horizontes e ir além da tecnologia nua e crua.

A verdade é que o profissional de TI vem se tornando um agente transformador de negócios. No passado, o profissional da área de tecnologia vinha sempre em segundo lugar, sempre depois. Alguém tinha uma grande ideia e a função do pessoal de TI era apenas fazer essa ideia funcionar. Mas parece que esta dinâmica está com os dias contados.

E são esses profissionais com foco na inovação, no diferente e, principalmente, na criatividade puxada pela tecnologia, que as grandes empresas estão de olho para os cargos mais altos.

Segundo os especialistas que conversamos, essas habilidades vão além de cursos e especializações. Claro, a gente sabe que a tecnologia muda e evolui a passos muito largos e rápidos; sendo assim, o profissional de TI precisa estar sempre antenado e se atualizando o tempo todo.

Mas o principal, além da atualização, é a vontade de mudar e fazer diferença. São para esses profissionais com cabeças mais abertas e em busca de novos horizontes que estão disponíveis as melhores oportunidades. Como era de se esperar, não é fácil encontrar gente assim no mercado. Mas para quem está na área e deseja crescer, algumas dicas são valiosas…

Se você é da área, aproveite a oportunidade. E confira também a nova área de empregos do Olhar Digital. Este é o maior banco de dados de empregos de tecnologia do país. São mais de 300 mil currículos já cadastrados e milhares de oportunidades de empregos. O melhor é que você pode cadastrar seu currículo de graça! Além disso, temos um mecanismo super bacana, chamado BOTS. Ele é uma ferramenta digital que te ajuda a direcionar sua carreira. Com o Bots, fica muito mais fácil você saber que tipo de qualificação você precisa para se candidatar aos melhores empregos.

Fonte: Olhar Digital

Os 14 maiores acontecimentos da tecnologia em 2014

O ano de 2014 finalmente chegou ao fim e com ele vieram inúmeras novidades e notícias tecnológicas que abalaram 2014. Projetos para melhorar a internet, gadgets aprimorados e a adoção de tecnologias estiveram dentro do hall de inovações, enquanto falhas de seguranças e ataques também chamaram a atenção dos usuários sobre a necessidade de se proteger.

O Olhar Digital relembra abaixo, os 13 maiores acontecimentos de tecnologia deste ano. Confira:

A compra do WhatsApp e da Oculus pelo Facebook

Em fevereiro, a rede social de Mark Zuckerberg trouxe uma bomba: a compra de nada mais nada menos que o WhatsApp, maior aplicativo de mensagens instantâneas. A negociação ficou em US$ 16 bilhões (cerca de R$ 38 bilhões na época) sendo destes, US$ 4 bilhões em dinheiro e US$ 12 bilhões em ações do Facebook.

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A notícia não gerou só uma enxurrada de piadinhas, mas também preocupou usuários sobre a privacidade e a possibilidade do aplicativo mudar seu sistema de pagamento – o que não aconteceu. Além disso, rumores sobre uma versão web e chamadas de voz foram e voltaram diversas vezes em 2014, sendo que até agora, nenhum deles se confirmou.

Um mês depois, o Facebook pegou muita gente de surpresa e anunciou a compra de outra empresa: a Oculus VR, responsável pelo Oculus Rift. A aquisição custou US$ 2 bilhões à rede social (aproximadamente R$ 4,6 bilhões) que foram divididos entre dinheiro e ações do Facebook.

O óculos de realidade virtual da Oculus é dos principais modelos no mercado e também um dos pioneiros da tecnologia. Com ele, o usuário pode ficar imerso em um ambiente 3D e conorme ele move a cabeça, o cenário também mexe de acordo. Atualmente, o Rift está disponível por US$ 350 na sua segunda versão para desenvolvedores.

As falhas de segurança Heartbleed e Shellshock

Em 2014, os usuários ficaram expostos a duas falhas de segurança que ficaram conhecidas como “as maiores falhas de segurança da história”: a Heartbleed e a Shellshock.

O bug Heartbleed chegou a computadores, tablets e smartphones em abril e era capaz de roubar informações sigilosas como senhas de bancos e serviços na internet. Isso era possível porque a falha atacava o OpenSSL, biblioteca responsável por criptografar os dados transferidos entre usuários e servidores.

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Sites conhecidos como o Yahoo, Flickr, Kickass, Steam e DuckDuckGo foram alguns dos endereços que estiveram vulneráveis ao ataque. No Brasil, cerca de 350 sites ficaram expostos ao bug. Para amenizar o problema, gigantes da tecnologia chegaram a se unir e doaram milhões para dar suporte a desenvolvedores de código aberto.

Já a Shellshock (ou Bash Bug) é uma falha mais recente e restrita. Surgido em setembro, o bug afetava o Bash, interpretador de comandos presente no Mac OS e Linux. Com isso, o bug permitia a execução de um código malicioso que deixava o sistema vulnerável a ataques remotos. Algum tempo depois, tanto Linux como Mac receberam pacthes corrigindo a falha.

Desafio do balde de gelo

Um balde com água de gelo nunca foi responsável por tantos banhos gelados e caretas como o Ice Bucket Challenge ou em português, o “Desafio do Balde de Gelo”. O desafio consistia em virar um balde de água gelada sobre a cabeça ou doar US$ 100 à ALS Foundation, ONG americana que levanta fundos para o tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Não se sabe ao certo como o desafio começou, no entanto, a ideia ganhou força com a participação de celebridades americanas que nomeavam outras pessoas para participar da brincadeira. A repercussão foi tanta que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, virou o balde e ainda desafiou Bill Gates, fundador da Microsoft.

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Além de Zuckerberg e Gates, outros nomes da tecnologia aderiram ao desafio incluindo Satya Nadella, CEO da Microsoft; Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google; e Jeff Bezos, CEO da Amazon.

O desafio gerou tanta comoção que ganhou uma hashtag própria, chegou ao Brasil e trouxe números impressionantes às redes sociais. Segundo a Infobase Interativa, entre 1º e 13 de agosto, foram mais de 2,2 milhões de vídeos no YouTube, mais de 2,2 milhões de menções no Twitter e mais de 15 milhões de interações no Facebook (incluindo comentários, postagens e curtidas).

Eleições e recorde de interações no Facebook

Em 2014, os brasileiros tiveram um novo encontro com as urnas para escolher o presidente do país. Fotos, vídeos, memes, posts tomaram conta das redes sociais. No Facebook, as interações geraram um novo recorde mundial e chegaram à marca de 674,4 milhões entre 6 de julho e 26 de outubro.

No dia da decisão, mais de 49 milhões de publicações tomaram conta das timelines do Facebook, sendo 53,8% delas sobre Dilma Rousseff e 46,2% sobre Aécio Neves.

O volume total de interações ainda representa quase três vezes o registrado nas eleições da Índia (227 milhões de interações), que tem população seis vezes maior que a do Brasil.

A transformação da marca Nokia em Microsoft

Adquirida no ano passado pela Microsoft, a divisão de celulares da Nokia não só passou ao controle da empresa americana, como também sofreu um reposicionamento de marca.

Agora, os celulares da finlandesa não são mais chamados de Nokia Lumia, mas sim Microsoft Lumia. A novidade foi confirmada em abril por Stephen Elop, chefe da área de dispositivos da Microsoft, contudo, só começou a ser colocada em prática em outubro, quando a Nokia na França recebeu o novo nome em seu site oficial e redes sociais.

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Consolidação do streaming

Em maio, o Brasil recebeu um dos maiores serviços de streaming de música, o Spotify. O serviço que afirma possuir “mais de 30 milhões de músicas” em seu catálogo chegou nas versões gratuita (com anúncios) e paga, por R$ 14,90, e desde então, já lançou ações e promoções para novos assinantes.

Já no mês passado, foi a vez do Google aderir à tendência e lançar o Google Play Música e o Music Key. O primeiro é o seu serviço de música que também custa R$ 14,90 (R$ 12,90 até meados de janeiro) e o segundo é uma plataforma integrada ao Play Música que exibe vídeos do Youtube no modo offline.

Mas não foi só na música que o streaming ganhou força. Segundo um estudo recente realizado nos Estados Unidos, o Netflix representa 35% do tráfego dos Estados Unidos em horário de pico. Além disso, outros serviços de streaming de vídeo figuram a lista, incluindo o HBO Go, com 1% e o Amazon Video, com 2,58%, sendo que este último cresceu oito vezes nos últimos meses.

Project Loon em expansão

Anunciado em 2013, o Project Loon, do Google, tem como objetivo usar balões para levar internet a áreas remotas. Feitos de plástico inflável e preenchidos com gás hélio, os balões são capazes de voar por 100 dias a alturas de 20km e são equipados com antenas Wi-Fi.

Apesar do projeto ainda ser uma ideia “nômade” – justamente por sua duração curta – o Project Loon ganhou notoriedade em 2014 por realizar grandes façanhas como dar uma volta no mundo em apenas 22 dias. Nessa etapa, o objeto saiu da Nova Zelândia, voou sobre a América Latina e deu uma volta completa ao redor da Antártica sem interrupções.

Além disso, o Loon chegou ao Brasil e ficou em testes por duas semanas, chegando até mesmo a transmitir internet para um escola municipal. Os alunos tiverem sua primeira aula com acesso à internet e usaram ferramentas como a Wikipedia e o Google Earth. O teste ainda marcou a primeira vez que o Projeto Loon usou a tecnologia LTE para conectar pessoas por meio dos balões.

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Marco Civil da Internet

Outra iniciativa que procurou melhorar a qualidade da internet foi o Marco Civil da Internet. Sancionado em abril e em vigor desde junho, o projeto de lei criou uma espécie de Constituição para o uso da internet no país.

Em suma, o Marco Civil estipula cinco pontos principais. O primeiro deles é o da liberdade de expressão, afirmando que a internet deve ajudar o brasileiro a se comunicar e se manifestar como bem entender, dentro dos termos da Constuição. O segundo diz a respeito da neutralidade da rede, afirmando que operadoras de internet são proibidas de vender pacotes de internet pelo tipo de uso.

A medida prevê ainda que os provedores de internet e serviços só forneçam informações de usuários por meio de ordem judicial, enquanto registros de conexão devem ser mantidos por pelo menos um ano e, acesso a aplicações, por seis meses. No que diz respeito ao conteúdo postado na internet, o Marco Civil defende que a empresa que fornece a conexão jamais seja responsabilizada. Contudo, caso ela receba um intimação para retirar um material e não o fizer, poderá ser culpada.

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Por fim, o último artigo principal diz que administrações federal, estaduais e municipais têm uma série de determinações a cumprir incluindo a garantia de “mecanismos de governança multiparticipativa, transparente, colaborativa e democrática, com a participação do governo, do setor empresarial, da sociedade civil e da comunidade acadêmica”.

Sendo assim, os governos devem estimular a expansão e o uso da rede; agilizar processos; usar, preferencialmente, tecnologias, padrões e formatos abertos e livres; dentre outras outras obrigações.

O Marco Civil se tornou um assunto de enorme importância não só pelas mudanças e garantias que oferece, mas também por servir de exemplo como a primeira Constituição do tipo. Diversos países inclusive já manifestaram interesse em usar os moldes do Marco Civil para criar suas próprias leis sobre a internet.

Ataque massivo à Sony

No final de novembro, a Sony Pictures foi alvo de um ataque massivo que tirou do ar sua rede interna, telefones, internet e computadores. O episódio foi assumido pelo grupo hacker Guardiões da Paz (GOP) e pouco tempo depois, diversos documentos sigilosos da empresa foram divulgados.

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Filmes inéditos, lançamentos para os próximos anos, e-mails, apelidos de celebridades e até mesmo mais de 47 mil números do seguro social dos Estados Unidos vazaram. A maioria dos arquivos estava salvo em arquivos de Excel e Word sem proteção, o que chamou atenção da imprensa e companhias para a necessidade de um bom sistema de segurança.

A suposta motivação para os ataques seriam o filme “A Entrevista”, produção da Sony que conta a história fictícia de dois jornalistas americanos que entrevistam o ditador da Coreia, King Jong-un, com o plano de assassiná-lo em seguida. Especulações surgiram em torna da Coreia do Norte, que teria planejado a invasão em retaliação ao longa.

O governo do país negou participação por meio de um porta-voz e até mesmo os Estados Unidos afirmaram que a Coreia do Norte não estava envolvida. Contudo, algum tempo depois, o governo americano voltou atrás e disse que o país estava sim envolvido.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento polêmico e disse que “a resposta será proporcional”, mostrando solidariedade à Sony e seus funcionários. Obama ainda prometeu melhorar a cibersegurança do país em parceria com o setor privado.

O “boom” dos apps de relacionamento

No final de 2013, uma enorme polêmica envolvendo o Lulu, aplicativo que avaliava a performance de homens e o Tubby, a suposta resposta masculina para o app que nunca existiu, fez com que os aplicativos de relacionamento sofressem uma espécie de “boom” em 2014.

Badoo, Grindr, 3nder e Swipe são apenas alguns dos nomes que caíram no gosto do público brasileiro, seja para encontrar pessoas, fazer amizades ou ainda “apimentar” a relação.

O Tinder, um dos maiores do segmento, escolheu ainda o Brasil como um dos países para testar suas funcionalidades premium. Batizada de Tinder Plus, a nova versão conta com a possibilidade de “desfazer” uma rejeição acidental e o Passport, recurso que ajuda encontrar pessoas em outras localidades.

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iPhone 6 e #bendgate

Em setembro, a Apple cedeu aos pedidos de usuários e lançou os iPhones 6 e 6 Plus, novas versões do smartphone da maçã que possuem telas maiores: 4,7 e 5,5 polegadas, respectivamente. O display dos aparelhos ainda recebeu a Retina HD, tecnologia que promete mais qualidade e resolução aos modelos.

Os aparelhos também chamaram atenção por outras duas características: o processador A8 e a chegada do NFC. O primeiro possui 64 bits e é 13% menor que o chip A7, oferecendo ainda 20% mais rapidez de processamento. Enquanto isso, a conexão NFC trouxe consigo o Apple Pay, sistema de pagamentos móveis da Apple em resposta ao Google Wallet. Por enquanto, o serviço funciona somente nos Estados Unidos, porém, a Apple espera que em 2015 a novidade seja global.

Mas o verdadeiro atrativo dos novos iPhones foi o #bendgate, episódio em que alguns usuários reltaram que os modelos entortavam depois de algum tempo, principalmente se colocados no bolso. O ocorrido virou motivo de sátira e como esperado, milhares de memes tomaram conta da internet. Nem mesmo a Samsung perdoou.

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A Apple se defendeu e disse que apenas alguns usuários relataram problemas com os smartphones. Mesmo assim, a empresa da maçã prometeu trocar todos os aparelhos que tivessem entortado.

IPO da Alibaba

Em setembro, a rede de e-commerce Alibaba anunciou sua entrada na bolsa de valores. A previsão inicial era de que a oferta pública inicial (IPO) chegasse a US$ 21 bilhões, no entanto, a empresa superou as expectativas e alcançou US$ 21,8 bilhões.

A IPO fez com que a Alibaba ultrapasse outros gigantes como o Facebook, Visa e General Motors. Enquanto isso, seu valor de mercado foi definido em US$ 167,7 bilhões, deixando para trás o eBay (US$ 67 bilhões) e a Amazon (US$ 150 bilhões).

Com a abertura de capital, Jack Ma, o fundador e CEO da Alibaba, se tornou o maior bilionário da China, somando uma fortuna estimada em US$ 20,4 bilhões.

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Relógios inteligentes

2014 foi, sem dúvidas, o ano dos relógios inteligentes. A Apple lançou o Apple Watch, tão esperado smartwatch da maçã, enquanto outros cinco modelos foram apresentados ao mercado.

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LG, Motorola e Asus anunciaram o G Watch, Moto 360 e o Zen Watch, respectivamente, enquanto pessoas de fora da indústria da tecnologia também entraram na brincadeira. Foi o caso do rapper americano Will.I.Am, que resolveu lançar seu próprio relógio inteligente, o Puls.

Mas a grande novidade ficou por conta do Android Wear, versão do Android para vestíveis. O sistema conta as mesmas funções do Android para smartphones e tablets como os aplicativos e o Google Now, além de possuir integração com outros dispositivos, como o Chromecast.

O fim do Orkut

Em junho, fãs do Orkut receberam a pior notícia do ano: a rede social seria encerrada no dia 30 de setembro. Segundo o Google, a justificativa era que o Orkut havia deixado de ser relevante e ao mesmo tempo, os esforços seriam concentrados em outras plataformas como o YouTube, Blogger e Google+.

Apesar de ter completado 10 anos em 2014, o Orkut só registrava números cada vez mais baixos. Em janeiro, havia apenas 5,8 milhões de visitantes mensais, segundo a comScore. Em agosto deste ano, um mês antes do serviço sair do ar, o número caiu para 3 milhões.

Uma petição com 88,3 mil assinaturas pedia pela permanência da rede social, no entanto, não foi suficiente. Durante os meses que antecederam o adeus do Orkut, muitas pessoas aproveitaram para resgatar conteúdos e viveram momentos de nostalgia.

Depois do seu fim, surgiram ainda diversas redes sociais que tentavam resgatar o espírito do Orkut, como o Orkuti e a SocialDub. A boa notícia é que ainda é possível visualizar todas os 51 milhões de comunidades públicas do Orkut antes dele ter sido desativado. Para isso, basta acessar o Arquivo de Comunidades do Orkut.

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Fonte: Olhar Digital

 

Em comemoração ao sucesso de 2014

Nesta ultima Sexta-Feira, nós da RJ Network, comemoramos o nosso sucesso durante o ano de 2014. Agradecemos aos nossos funcionários pela fidelidade, companheirismo, organização e paixão pelo trabalho em nossa empresa.
Agradecemos também nossos parceiros, que junto com nosso corpo de funcionários exemplar, formam um time sem igual.

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